O Recado das Urnas e nossa Brevidade.


Eleições da OAB e as mudanças que se avizinham

A realidade que imaginamos numa gestão política, quase sempre, é cheia de cores vivas e que encantam, por outra, vemos belos girassóis em tudo que fazemos. Entretanto, para nossos opositores, adversários, a paisagem é Cinza, chumbo, opaca. A síntese é do poeta alemão que nos diz que “toda teoria é cinza, auriverde e frondosa é a arvore da vida”.

Ora, num processo eleitoral, numa disputa renhida, em que um opositor (a) nos vence, é democrático nos curvarmos ao desejo das urnas, em duplo sentido, o primeiro de que, como diz Camões: Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta. Em outra mão, de que quem perdeu, é obrigação fiscalizar o novo poder que se instala.

É fato que ao fechar as urnas, a mensagem que ela traz, tem que entendida de forma inequívoca, que a maioria, independente do método usado para escolha, se maioria de votos, ou na proporção de metade mais um, os contendores, aceitaram as regras e devem acatar plenamente o resultado, receber quem vence como representante do coletivo, fazer votos de grande gestão.

Escreveu o poeta Horácio, sobre nós,  Puluis et umbra sumus” (“somos pó e sombra”), assim para entendermos a nossa Brevidade, da vida, mas também de nossas ações, do tempo em que ocupamos posições públicas, as nossas vaidades, que chegarão rapidamente ao fim, assim, nos lembra de onde viemos e para onde retornaremos.

Ainda sobre a brevidade, Ricardo Reis, o gigantesco Fernando Pessoa, perseguido pela brevidade da vida e pela lembrança do puluis et umbra sumus de Horácio, recordou os Jardins de Adônis:

“As rosas amo dos jardins de Adônis,
Essas volucres amo, Lídia, rosas,
Que em o dia em que nascem,
Em esse dia morrem.
A luz para elas é eterna, porque
Nascem nascido já o sol, e acabam
Antes que Apolo deixe
O seu curso visível.
Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes, Lídia, voluntariamente
Que há noite antes e após
O pouco que duramos”.

Por fim, nosso tempo é esse, o bardo inglês ensina “A vida humana não dura mais do que a contagem de um.” E é exatamente isso, deveríamos viver plenamente esse Um…

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