Crise 2.0: Obama x Romney e o Abismo Fiscal

 

Obama x Romeny: Uma campanha de Crise – Foto: AP

 

Véspera das eleições dos EUA, com uma situação não definida, nas últimas 13 eleições, desde 2008, TODOS os que estão no governo, perderam. A saga começou com o próprio Bush, que seu candidato,perdeu para o primeiro negro a chegar com reais chances. Na Europa tanto governos de “Esquerda” ou de “Direita” foram varridos pela crise, conforme já dissemos anteriormente aqui, no Crise 2.0, em particular no artigo Crise 2.0: A Guilhotina, que mostramos a dinâmica crise vs derrota de quem está no governo.

 Agora a decisão das eleições dos EUA pode confirmar esta tendência, mas com o atenuante de que os números dos últimos trimestre deu uma esperança para que o frágil governo Obama permaneça por mais quatro anos. Mitt Romney um bispo Mórmon, foi Governador do rico estado de Massachusets, além ter presidido os jogos olímpicos de inverno em Salt Lake City, a capital dos Mórmons. Um multimilionário e ultraliberal que só aparece om chances pela circunstância de crise, pois sua profunda mediocridade assustaria os eleitores. Mas, relembremos, Obama também foi o grande beneficiário da crise nas eleições passadas.

O governo Obama, na verdade poderia ser definido como o de Bernanke, o Presidente do FED, nomeado por Bush Jr, foi o condutor da economia, o Presidente do País foi mera figura decorativa. O trio que jogou o país no abismo ( Paul hank, Tim Geithner e Ben Bernanke), se desfez com, mas os dois últimos foram as figuras de proa destes anos terríveis. O recuo da economia dos EUA foi enorme, apenas em 2012, é que o PIB, descontada a inflação, superará o de 2005. O uso indiscriminado da emissão de moedas(QE), inundou o mundo de dólar, barateando artificialmente os produtos dos EUA, entretanto a economia pouco reagiu.

A política fiscal de grandes isenções, simultaneamente aos QEs, levou ao que se chamou de “Abismo Fiscal”, que é uma bomba relógio, que explodirá nas mãos do novo Presidente, logo em 1º de Janeiro de 2013. Durante o impasse de votação do orçamento de 2012, em agosto de 2011, os Republicamos, em ampla maioria, impuseram um duro golpe ao governo Obama, votaram uma proposta de remendo fiscal que imporá um corte compulsório nos gastos de 2013 na ordem de 600 bilhões de Dólares. O que obrigará o governo a corta totalmente todos os incentivos fiscais que deu às empresas para que estas retomassem a produção.

A reunião do G-20 iniciada ontem, no México, já se sentia o clima, não de quem será o novo Presidente, mas como este lidará com a bomba do “Abismo Fiscal”, uma fonte da burocracia do G-20 disse ao Estadão  que  “todo mundo está consciente de que tem um problema. A própria administração americana fala que está consciente, mas por enquanto não pode dizer como vai lidar com o problema enquanto não tiver a eleição e o embate no legislativo começar“, Ou seja, a coisa vai muito mais além do que a própria escolha presidencial. O esforço do pequeno crescimento deste ano, pode simplesmente acabar em 2013, jogando o país numa espiral de crise ainda maior.

 

Os números alcançados nestes trimestres positivos que deram um ânimo à candidatura Obama, não foram suficiente para uma reeleição tranquila, mesmo com a mediocridade do adversário, a desconfiança, e a frustração com ele falam mais alto, entre os jovens, que foram a mola mestra da eleição passada, se encontra em minoria. O golpe de “sorte”, para candidatura Obama,  foi o furacão da semana passada, Obama, teve uma postura digna, suspendeu a campanha e foi às áreas atingidas, isto pega bem. Enquanto, Romney, defensor de que as catástrofes “naturais” sejam assunto privados, sem a intervenção estatal, simplesmente ignorou a tragédia. Pode ter sido o definidor do pleito.

Pouco importa que realmente vença, a Economia e a Crise será o tema central, logo no dia seguinte, não dando tempo para qualquer comemoração, como dissemos no postCrise 2.0: Obama x Romney, quando debateram sobre o tema. Aqui, preferimos, com todas as críticas possíveis, um segundo mandato para Obama, o outro lado é a TREVA.

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