Blog, uma história

 

 

“Deus me acuda! A arte é longa, a vida breve.” (Fausto – Goethe)

 

Este pequeno espaço foi sendo construído nestes dois anos de forma quase que natural, surgiu para atender algumas demandas individuais, que seria tornar eletrônico antigos rascunhos de resumos e análises de livros clássicos que tinha fichado, por volta de 1993 e 1996. Alguns desgraçadamente perdi, outros ainda não os publiquei. A ideia inicial era esta, mas foi ganhando corpo e virou muitas outras coisas.

As várias capas e rostos que ele assumiu foi fruto da aprendizagem de blogar, uma arte empírica, não há explicação teórica, você vai fazendo, descobrindo, melhorando, aprimorando e de repente o blog vira o que você, mas na imensa maioria das vezes ficava insatisfeito com as mudanças de forma. Até este formato definitivo, foi o que mais gostei, levou um ano e dois meses.

Mas a principal mudança foi editorial, cheguei a pensar em ser um blog literário, depois mais político, ou de memórias (reflexões), mas no final ele acabou sendo um Blog de um todo do que sou, do que faço, de como vejo o mundo, as pessoas, os fenômenos sociais e políticos. Ele se enquadrou em Sete molduras, ou categorias, um número cabalístico e contagem de mentiroso, como brincamos no Ceará, mas quem escreve é um criador, sem inventar o mundo perde a graça. Talvez ainda faça alguns ajustes para melhor qualificar os hoje 164 posts, mas eles estão assim mostrados:

 

  • Conjuntura 21 posts –  Respondeu o dia a dia de São Paulo, Brasil e até do mundo de fatos e acontecimentos;
  • Crônicas do Japão 20 posts – Conto sobre minha vida no Japão, entre Junho e Novembro de 1996;
  • Economia Política 25 posts – A maior demanda tem sido a análise da Crise 2.0 e seus desdobramentos;
  • Literatura 28 posts – Aqui tem resumos de livros, mitologia grega, filmes e cultura;
  • Política 38 Posts – Vai um pouco além da análise de conjuntura, há uma visão mais estratégica do mundo e do                                             Brasil, os embates eleitorais, os projetos, balanço do Governo Lula;
  • Reflexões 29 Posts – A visão de alguns fatos com uma visão mais intimistas, desafogos, desesperos, dúvidas da                                             vida e da morte, alegrias e tristezas;
  • Tecnologia 4 Posts – São artigos que tratam do meio que trabalho e as perspectivas dele;

Nesta trajetória conheci pessoas decisivas para que este blog se mantivesse, corrigisse seus erros, tanto gramaticais como editorias, bem como formato e composição visual, os muitíssimos comentários, os debates e a generosidade daqueles que leem e opinam sobre ele, nem tenho como agradecer. Espero continuar ajudando, contribuindo de forma positiva nas mudanças sociais e por que não, nas individuais também.

Meu maior dissabor foi a perda do blog original quando o WordPress tirou-o do ar, sumindo com os posts, foi angustiante, devolveram, mas perdi a confiança em plataformas “abertas”, “gratuitas” , perdi milhares de acessos e principalmente o contato com os antigos leitores e muitos que assinavam o blog, enfim, faz parte, tive que recomeçar, migrei o conteúdo com a ajuda do amigo Magnésio (Maneco) e hoje está com estabilidade funcionando, reconquistando o seu espaço.

 

Tom Jobim, livremente pegou o verso de Goethe e nos brinda…longa é arte, tão breve é a vida..

Imagem de Amostra do You Tube

 

0 thoughts on “Blog, uma história”

  1. Sim, você tem que permanecer. Isso quem diz é a mesma pessoa que em 2007 apagou um blog (o Marinildadas, ou “a bloga”) criado em 2002 para desabafar os sobressaltos do segundo turno da eleição do Lula. A bloga deu um trabalho danado, muito texto meu, muita tradução até alta madrugada, muitos comentários (tinha dias que chegava a 100). Fiz muitos amigos lá, promovemos encontros, nos conhecemos. Mas a matilha do Orvalho do Carilho me invadiu, foi dureza suportar, então deletei. Paciência. Mas você é um bom brasileiro e não desiste nunca!!!

  2. É isso aí, Arnóbio!
    Dois anos de casa nova é uma marca a ser comemorada.
    Passo regularmente por aqui, mas nunca havia posto comentário – o faço agora para saudá-lo e para dizer que seu espaço faz parte das minhas leituras obrigatórias.
    Que ele permaneça no ar por muitos e muitos anos!
    Abraços!

  3. Querido Arnóbio, permita-me esse tratamento.
    Você e o Eduardo Guimarães teriam um motivo importante
    para pouparem suas energias para brigar com Deus e aceitar o
    só o desafio que ele impôs para cuidar de suas meninas. Mas vocês foram além, como quem procura de um bálsamo, vocês foram buscar nos amigos que vocês encontram dentro e fora da Net o alivio: transmitir suas impressões e conhecimento deste mundo caótico. Acharam muita ressonância que alivia o sofrimento de ver um mundo de cabeça para baixo.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: