O (não) Carnaval 2021


O Carnaval também foi “Cancelado”.

A prova cabal de que 2020 não acabou, é não ter Carnaval.

A mais séria instituição brasileira, o Carnaval, que rege o humor de uma nação inteira, é orgulho inconteste de todos nós, ou por foliões, desfiles, blocos, bloquinhos, ou por quem apenas curte o feriado prolongado, é quase uma unanimidade nacional, mesmo os que detestam a festa, amam o feriado.

Pior e preocupante, o bordão maior: No Brasil o ano só começa depois do Carnaval.  Não se cumprirá.

Essa assertiva que é aceita da direita à esquerda, passando pelo centro, de ateus aos crentes, une judeus, religiões afros,  cria uma tensão, o que diabo está acontecendo no mundo?

De certa forma, ironicamente, vamos resguardar os 240 mil mortos da Pandemia, que continuam a morrer e sem nenhum respeito e pesar, do governo Bolsonaro.

O ano de 2020 está na prorrogação de 30 dias, fora que teve 10 dias de acréscimo, por 5 consultas de 1 dia ao VAR, o juiz celestial quer levar o jogo para os pênaltis, espero que não sejam os jogadores do Palmeiras que irão para cobrança, seria derrota na certa.

Sem o Carnaval nessa semana se conseguiu a prova inconteste de que não entramos em 2021, na terra plana local, a Terra não completou seu ciclo em volta do Sol, uma lástima.

Em todos os meus anos de vida, de que tenho consciência, sempre houve Carnaval, desde aqueles bailes nos clubes do interior do Ceará, com mela-mela, lança perfume, o desfile de sujos, um maracatu. Passando pelos sofisticados bailes que via pela TV, esperando algumas horas mortas, mais ousadas de sensualidade, até o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Conheci o Carnaval de Olinda, o de Salvador, os bloquinhos paulistanos, o melhor deles, o Bloco Soviético, o da URSAL, política e brincadeiras. Dormi muito em tantos carnavais, pois sabia que tudo iria acontecer após a quarta-feira de cinzas.

Ora, se não tem Carnaval, não tem ano civil, então cancela a Quaresma, a Páscoa, o dia das mães, “porcos” tristes (isso já aconteceu),  não tem sentido um ano meia boca. A coisa é tão ruim que os prazos processuais continuam fluindo na semana que vem, é um absurdo, hão de convir.

Nem me falem que hoje é sexta de Carnaval, pois não é.

De certa forma, ironicamente, vamos resguardar os 240 mil mortos da Pandemia, que continuam a morrer e sem nenhum respeito e pesar, do governo Bolsonaro.

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Share this on WhatsAppPor uma coincidência temporal, viver no mesmo espaço ou eventualmente encontrar, por absoluto acaso com grandes figuras de um época, é uma sorte única, para si, e

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