I-Humanos – Um Ser Plugado e Virtual


Toda a vida por um triz, um segundo. um NADA!

“Ressoe no porvir que inumeráveis,
Sem êxito nenhum, travamos guerra”
(Ilíada, Livro II – Homero)

As relações humanas, de todos os tipos, se revestem quase sempre de uma ampla camada de complexidade, que nem sempre se consegue qualificar de forma simples, pois, internamente, são construídas por subjetividades, por plexo e amplexo, com suas singularidades próprias.

Portanto essas características especiais não comportam uma definição racional ou um modus operandi para criar regras de como ter relacionamento,  nem mesmo uma lógica ordenada de como se relacionar, se aproximar, chegar, em grande medida a vida é uma grande tsunami aleatória de sentimentos.

A Saída tem sido mais constante do que a Entrada, nos últimos anos, mais de desencontros do que encontros, por vezes, as despedidas superam as chegadas. Talvez seja o sinal do tempo, o nosso, que de certa forma passou, e nem se percebeu.

Por outra, o fenômeno das redes sociais, com seu tempo ultra acelerado, em que em segundos, todos os atos da vida se exaurem (conhecer, namorar, sexo. casar, separar e odiar), tem reflexo direto na estrutura formal em nossas mentes, formadas nas relações anteriores às rede sociais, e/ou de repulsa contra elas, por sua volatilidade, uma realidade nada concreta e que se dissipa ao ar como as bruxas de Macbeth.

Ora, todas essas questões, põem em risco não apenas as relações humanas, mas a própria humanidade, parte de nós resiste, entra em conflito, com todas e todos adaptados (as), que vivem não mais o humano, mas o i-humano, conectado, que dorme a acordo com um celular nas mãos, faz xixi, com ele aberto, para não perder um segundo do que “perdeu” durante o sono, este cada vez mais curto, reparador.

Qual a saída? Ou qual a melhor adequação? Essa Pandemia reforçou o I-humano, temo que não haja mais uma saída, apenas uma adaptação radical ao mundo virtual.

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MiudezasMiudezas

Share this on WhatsApp“…que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser

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