Cenário Eleitoral: O Risco do Golpe, Vencer e Não Levar.

Golpe: O risco de vencer não levar

As pesquisas mostram um crescimento consistente de Fernando Haddad, um processo de identificação dele com Lula, o que leva a uma transferência de intenções de votos, que, se confirmada nas urnas, o levará ao segundo turno. Essa é a novidade da última semana, combinada com a queda vertiginosa de Marina, a queda moderada de Alckmin e a estagnada de Ciro. O inominável se beneficia, no outro lado do espectro.

Para além das pesquisas, começa a ganhar corpo uma onda de inquietação do “mercado” e dos neofascistas, em não aceitar uma nova derrota. A princípio identificado com o PT, mas a questão se reverte de algo maior. Três fatos, não isolados nos levam a compreender que há um claro risco de que Haddad ou Ciro, caso vençam as eleições, estão sob ameaça de um novo tipo de Golpe, daqueles que não aceitam os resultados das urnas.

Tasso Jereissati deu uma longa entrevista em que aponta que o PSDB se perdeu por três fatores: 1. Aécio perder as eleições e questionar os resultados; 2. Por ter se alinhando aos golpistas e não deixarem Dilma governar; 3. Por ter sido o maior fiador de Temer. O primeiro item leva aos demais, candidato perde, questiona as urnas, impõe uma agenda impeditiva, leva o país ao caos.

Logo a seguir, alguns generais passam a falar abertamente em governar sob nova Constituição, sem que o congresso a tenha elaborado. Quem lhes dá voz, a Globo, contumaz empresa que apoiou todo e qualquer Golpe de Estado, em todas as épocas. Um dos generais chega a dizer que o problema nem é Haddad ou Lula, mas uma revolução gramscita, seja lá que diabo é isso sginifique.

Por fim, o inominável, do hospital faz uma transmissão aos seus devotos, em que diz haver um claro indício de que as urnas serão fraudadas, pelo PT. De que não devem ser reconhecidos os resultados. Essa transmissão teve audiência ampla e compartilhado aos milhares pela turba neofascista, um sinal claro de que “ou é a vitória dele, ou nada”.

Nos vários grupos de debates, partidários de Haddad e Ciro, discutem sobre um eventual segundo turno, quem teria mais chances, quem venceria o inominável.

O certo mesmo, do nosso ponto de vista, é discutir a validade das eleições, que se unam TODOS os candidatos pela agenda da Democracia, a mais básica, aquele que vencer, assumirá, que os embates sejam nos marcos da institucionalidade, que a Constituição seja respeitada.

A ameaça real é de ruptura, de uma infindável agenda antidemocrática, que se expressa na candidatura do inominável e seus partidários, cada vez mais violentas nas redes sociais e nas ruas.

Esse é o maior risco eleitoral que se identifica.

Uma parcela do Kapital, que, inclusive, está no comando da campanha do inominável, há muito tempo tem demonstrado que a Democracia e a Política são irrelevantes, o que se ver claramente no desprezo aos debates das demandas dos trabalhadores e seus direitos sociais, da questão das mulheres, da sexualidade e do racismo. E nenhum apego às instituições e à democracia.

O Judiciário que tanto fez pelo Golpe, assiste passivo às ameaças dessa ruptura que se avizinha, nenhuma autoridade se pronuncia para rechaçar tamanho disparate. Nem STF, nem TSE, muito menos o MP, todos no silêncio diante do CAOS.

As nuvens se tornam carregadas, ou defendemos a Democracia, com todos os seus defeitos, ou acordamos num golpe militar dado pela parcela neofascista do Kapital.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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