A Democracia SEM VOTOS venceu, sem concorrer.

O medo da urna, como o ódio à cruz,

“Como estes crendeirões esperam sempre!
Fossam na terra, à cata de um tesouro,
dão co’uma vil minhoca, e ficam pagos!
” (Fausto – Goethe)

Infelizmente não nos damos conta de que a construção do Ministro Barroso, a Razão (Democracia) Sem Voto, se tornou realidade e continuamos ignorando o fato sem resistência ou luta aberta.

A Judicialização da política é um feito mundial, esqueçam a lavajets, pois esse é um fenômeno muito mais amplo, por exemplo, está nos EUA, nas recentes da Suprema Corte ao governo Trump, ou na época de Obama. Como esteve lá atrás na definição de Bush II, presidente, depois da derrota em votos e acusações de fraudes na Flórida, dominada pela família Bush.

Os processos medievais pelo que passam vários ex-presidentes, não apenas no Brasil, Argentina, Equador, como também na Coréia do Sul, na França com Sarkozy. É um protagonismo sem par, exorbita à função fim e acaba com  equilíbrio dos poderes, invadem a competência do legislativo, legislando ativamente.

Muitas vezes simplesmente não nos apercebemos que a ideia iluminada do Ministro Barroso, não é algo fora de lugar, é, ao contrário, completamente aderente ao momento mundial e local.

A Democracia e a Política se tornaram Estorvos ao Kapital, essa construção de um novo Estado, que denomino de  Estado Gotham City, um Estado de Regra, não de exceção, onde o poder supremo, ou o supremo poder, das corporações se materializa nas burocracias permanentes, agências reguladoras e judiciário, justamente os SEM VOTOS, que não dependem do crivo popular.

Ninguém os elegeu, fazem parte do Estado, perene, sem que se possa mexer nas suas políticas próprias e contínuas, nas atribuições e no seu status quo, ao contrário, impõe seu ritmo político e administrativo aos eleitos, não permitindo que se aplique programas alternativos proposto nas urnas e vencedores, nada vale sem que o Kapital, que os controla, permita.

Há um encanto tolo da necessidade deles, pois, no centro, paranoia de Segurança e na periferia, o mote da Corrupção, com a ilusão de que só a força da lei, pode combater esses males, para isso, condição sine que non, é se abrir mão de Direitos Fundamentais, delegar pode ilimitado à burocracia e ao judiciário.

É o pacto de Fausto com Mefistófeles, ter tudo, por quase nada, mas a cobrança é, em todos os casos, muito maior do que o apresentado.

É quase uma chantagem, que é bem vendida pela mídia, dos juízes que lutam contra a “corrupção”, como nas mãos limpas, lavajets, isso os blinda de qualquer controle social, pior, lhes dão amplos poderes para influir nos rumos da sociedade, sem mandato popular ou mandado próprio. O resultado foi o neofascismo e o atoleiro italiano, aqui retroagimos 20 anos, em 2 anos.

Os SEM VOTOS venceram, viveremos o simulacro de eleições que não se garante a liberdade de escolha, pois nem mesmo os candidatos podem se apresentar sem o crivo de um juiz de 1º grau, ou da corte maior.

Sem a discussão na sociedade de uma resistência, nada sobrará, apenas luta entre nós, sem unidade e sem perspectiva de que algo mude o curso do cenário local e mundial.

É isso.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

Deixe uma resposta

Next Post

Solidariedade x Ultraliberalismo

sex ago 17 , 2018
Share this on WhatsApp “Olho atrás, e procuro os companheiros: Todos lassos e em dor me abandonaram, Despenhando-se em terra ou sobre as chamas”. (Eneida – Virgílio) A questão que distinguia a Esquerda, até 1989, era a Solidariedade.  Pouco importava diferenças e divergências, até com os adversários nesse mesmo campo, […]
%d blogueiros gostam disto: