A Revolução Humana

Praça de Tahir – Cairo – A Revolução Improvável

Esta semana escrevi uma Ode à Revolução, uma profissão de fé e defesa incondicional do homem se rebelar, o texto tinha como pano de fundo o heroísmo do povo Russo, e a sua Revolução Proletária ( A Revolução Russa ). Mesmo com todas as frases e paixão, me pareceu incompleto, pois o fundamental não é o ato em si, mas seu significado filosófico, expressão última da vontade e utopia humana, sem embargo, é a libertação do Homem de si e dos seus medos.

A Revolução é o único e sublime instante em que, Utopia e Realidade, se confundem, ou melhor se fundem, todos os sonhos se concretizam numa celebração coletiva. É aquele momento em que a criatividade aflora, os sentidos e as coisas se realizam, sem que nada além do prazer, do êxtase se contemple. Durante a Revolução nada precisa ser explicado, é, por assim ser, tudo que era velho foi varrido, o novo pode finalmente aflorar, é a ordem no meio do Caos.

A Revolução não é uma ato teórico, é a confirmação de uma ideia, uma ideologia, uma corrente filosófica que se fez ampla e compreendida, de forma clara e objetiva, os aprendizados da Revolução,sim, vira teoria. Sua ardente chama, leva ao alcance do homem todas as possibilidades histórica e sua maior capacidade de redimir-se como tal, transformar-se em outro, mais forte e mais humano.

Por mais que preguem o fim da História, sempre haverá um Palácio de Smolni a ser conquistado, o imaginário será reavivado, não importa se na fria São Petersburgo ou na quente Praça de Tahir, no Cairo. A Revolução está presente nos Guarani-Kaiowás, na sua aparente fragilidade e luta pela terra, ou nos “Ocuppys” de qualquer parte do mundo, pois, enquanto houver homem, a Revolução viverá em cada um de nós, pode estar adormecida, mas  não morta.

 

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