Arnobio Rocha Diário de Redenção À minha querida Mãezinha

2437: À minha querida Mãezinha


Minha mãezinha, meu amor.*

Querida mãezinha, primeiro, peço sua benção.

Hoje é seu dia, desde 07.07.1942, vinda de uma família de longa prole, uma das sobreviventes de um tempo em que nascer e morrer eram a coisas mais que naturais do mundo, para nossa felicidade a senhora chega aos 82 anos, forte e bela, com as marcas do seu tempo, firme como nossa matriarca e fonte de inspiração da família Lopes Rocha.

Os anos da pandemia foram cruéis com a senhora, com todos nós, o peso dos anos combinados com o isolamento necessário que ajudou à sobrevivência, mas que cobrou um alto preço, com grandes reflexos na confiança, no seu estado anímico, o que não tem sido fácil para senhora, menos ainda para os filhos, netos e bisnetos.

Apenas o amor que todos  nós lhe devotamos, permanece, e nos mantem, e que não diminuí jamais, sua presença é fonte de vida, respeito e nos reúne. Cada um tenta conviver com os seus novos tempos, com suas dores, os seus medos, de como se expressa, do seu pedido de socorro cotidiano.

Aqui, distante, além da saudade, as contradições que a vida impõe, sentir dor e pesar por não me fazer presente, fisicamente, é uma situação que nos atormenta, em que não temos uma saída fácil, vamos vivendo assim, esperando dias melhores.

Hoje é dia de festa e de muito amor, que cada um lhe leve o seu melhor.

Com muito amor.

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