Milton Nascimento: Intimidade e Poesia.


Milton não há como agradecer sua enorme existência.

Na praça vazia
Um grito, um ai
Casas esquecidas
Viúvas nos portais
(Ponta de Areia – Milton Nascimento e Fernando Brant)

Por mais que diga que Milton Nascimento é genial, é pouco, fico abobado ao ouvi-lo, sua voz sublime e única, reverbera na cabeça e não quero nunca mais de escutar, escutar. As lágrimas que caem pelo rosto é de pura contemplação.

Num dia tenso, algo mais que redundante na minha vida, o que parece ter sido intensificado nestes últimos dois anos, não apenas pela partida de Letícia, como também um pouco antes ter largado engenharia e vindo ao direito definitivamente causa um estresse, para recuperar o tempo perdido, ou encontrado, difícil definir, nem me preocupo mais com isso.

Entretanto, quando chega a noite, ainda parece dia, enquanto sol e noite se emendam, não tendo mais separação. Então, por mera coincidência, mexendo nos canais, deparo-me com Milton Nascimento: Intimidade e Poesia, na HBO, um documentário de 2016.

Paro e vejo, admiro, choro, riso, mas o mais importa e me transporto para um mundo especial, o dele, suas reflexões, a sua vida, suas dores e amores, esse ser tão especial e apaixonante.

Milton é de outro planeta, outra galáxia, nada se parecem nada é igual, ele é ele.

Um universo dele é tão lindo, uma calma que me acalma, o que me faz relembrar de algo que tanto me esqueço, que ainda sou humano, é algo forte demais.

Agradecer todos os dias, celebrar, pensar e sentir a voz que vem de Milton.

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