Obrigado, Bolsonaro!

Bolsonaro, o mal naturalizado, vivo e real, o suicídio coletivo do Brasil.

 

“Homo sum: nihil humani a me alienum puto”
(Sou homem: nada do que é humano me é estranho) 
(Publio Terêncio Afro)

Calma, não estranhe o título.

Hoje é fundamental agradecer ao GENOCIDA, pois, sem ele, uma enorme gama de pessoas, parentes, amigos, conhecidos, famosos, (sub) celebridades, jornalistas, colunistas, políticos etc,  continuariam a nos enganar sobre o que são de verdade, o (mau) caratismo, a falsidade e leviandade.

Bolsonaro sendo o quem é, dizendo o que diz, sua personalidade fascista, com seus modos, suas atitudes e seus atos anti-humanos, não deixa nenhuma dúvida de quem seja, não enganou ninguém.

Aliás, tem um mérito enorme ao não esconder  que é um ser abjeto, rude, cruel, tosco e sem nenhum freio moral ou social.

Em 2018, esse personagem horrível conseguiu se tornar presidente, com requintes de crueldade, as fakenews, as mamadeiras de pirocas, os kit gays, as armações, com ou sem facada. O terraplanismo, a negação da ciência, do conhecimento, uma religiosidade falsa e a defesa de uma “família” que não se aplica nem a ele mesmo.

Ele, encarnou o ódio e desprezo do “homem (mulher) comum” por qualquer apelo civilizatório, surdos ao apelo à razão, ali se votou pelo ódio azeitado por anos a fio pela mídia, que foi descendo pelas redes sociais e virou uma “verdade nacional”. A Grita do Corrupto venal contra a “corrupção”, seria cômico, mas é trágico.

Agradeço ao Bolsonaro, de verdade, não é retórica, por trazer aos holofotes toda essa gente ruim que foi multiplicadora de todo tipo de virulência e ódios. Alguns se dizem “arrependidas”, que até tentam dizer que não sabiam quem ele era, ou, pior, de que não havia alternativa, ou que se estava diante de uma “difícil escolha”.

Repito: Nada, absolutamente nada, pode justificar ou explicar, um voto consciente na “banalização do mal”, do mal naturalizado, nem o cinismo e/ou indiferença social, conseguem dizer o que se fez ao Brasil e ao mundo, ao se votar em alguém como Bolsonaro, sua família, suas milícias, seu entorno podre de décadas.

O agradecimento ao Bolsonaro se deve justamente a isso, tudo ficou claro, mais simples de se conhecer com quem se vai casar, namorar, trabalhar, ter relações sociais, amizade, pois demonstra o limite do que é ser Humano.

A Pandemia, os quase 60 mil mortos revelou completamente quem é o Monstro que ocupa o Planalto, a reunião ministerial deu o último choque de realidade de quem são aqueles acéfalos que se fizeram ministros, com seus currículos falso, um mero detalhe, ou que arrotam conhecimentos falsos, nas palavras do chefe da economia que repete ter lido “três vezes Keynes (no original), antes de ir para escola de Chicago”.

A tragédia é completa, apenas contemplamos a barbárie que virou o país, o acumulo de medidas contra o povo, com a colaboração da “oposição” da frente ampla, votando sorridente, ou escondida, com os algozes do povo, o fim dos direitos sociais, trabalhistas, previdenciários e agora a entrega do bem da vida, a Água.

Bolsonaro, mais uma vez, obrigado, pelo negativo, descobrimos o que há de bom e são na sociedade e quando tudo isso passar, e vai passar, a reconciliação será difícil, a vergonha, a decepção serão imensas, mas teremos uma certeza, todas as máscaras caíram, uma pergunta bastará para identificar o papel de cada um, nessa tragédia:

“Qual seu voto em 2018?”

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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