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E porque hoje é sexta, a semana que se vai, a sombra das preocupações do trabalho vai se apagando, o fim de semana com suas possibilidades se avizinha. Como virou tradição, hoje é dia de música, o deleite meu e dos amigos que pedem, portanto a tarefa é prazerosa, dá um certo trabalho, afinar o sentimento que rola comigo e com os amigos que acompanham este blog. Toda sexta é o desafio da tarde.

Aqui em São Paulo a cidade está mais cinzenta do que nunca, um clima de uma guerra não aberta, corta a cidade, as pessoas mais nervosas do que já são, o próprio clima fechou nestes dias, a paisagem muito escura, uma chuva gotejando, na famosa garoa, mas a expressão é o choro, do medo pela violência e incertezas, não é a poesia da estação, mais parece uma tristeza que jorra lágrimas. As famílias que perderam seus entes, parece que a frase não existe amor em São Paulo, se torna não apenas retórica, ou frase de efeito.

Vi um vídeo lindo, no meio de uma guerra cruel, Henry V( Henrique V – O Patriotismo Inglês ), em Azincourt, carrega seu soldado ferido( ou morto) nos ombros e desfila pelo campo de batalha, com mortos e feridos, as bandeiras tremulam, a procissão segue e desperta cantando em coro, todos juntos  Non Nobis Domine , ali os vencedores e vencidos sentem o poder e a força da destruição de uma guerra, o vazio humano.

A música ali funciona como um balsamo, alimenta a alma, limpa os rostos sujos da batalha suja, reaviva o Homem, aquele homem medieval, Shakespeariano, que volta ao mundo, para acender a chama da esperança.

Acorda São Paulo!

Henry V: Non Nobis and Te Deum

Imagem de Amostra do You Tube