Looper: Assassinos do Futuro

 


Algumas vezes, aqui, expressei a maravilhosa sensação que é ir ao cinema, de ver um filme, nem sempre me importando quanto ao que vou efetivamente ver. Pois, há uma magia de estar naquela sala escura, que é muito difícil de explicar, que transforma os sentimentos, uma doce emoção que percorre o corpo, uma elevação, que, talvez, seja uma espécie de transe, causado pelo ambiente, como se participasse de um ritual, estando ali, tudo parece ser especial e, é. Ano, após ano, a paixão se renova, não importa a tecnologia ou conforto da sala, mas o ato já é gigantesco.

 

Na última sexta, não foi diferente, fui ao cinema, sem filme certo para assistir, acabei optando por “Looper: Assassinos do Futuro”, parte da escolha foi por Bruce Wills, um ator nem sempre valorizado, principalmente por uma série de escolhas equivocadas na carreira, no entanto, nos últimos anos, parece, que resolveu rever seus papeis e tem feito ótimos filmes como 16 Quadras, Xeque-Mate, Red. Aliás, desde O Sexto Sentido, houve um redirecionamento dos seus roteiros e de suas atuações. O tema parecia interessante,  uma mistura de futuro e com punição no presente.

 

Em rápidas palavras, o mundo, em 2044, é dominado por um grupo que parece uma máfia, que controlam cidades, até países, o complexo sistema de poder tem nos Loopers, uma guarda de  matadores de elite, que é contratada pelos líderes para eliminar os criminosos do futuro. A punição, destes criminosos, é voltar no tempo, 30 anos, e ao chegar ao presente, são exterminados, uma limpeza, tudo de forma rápida e simples, sem vestígios ou cobranças. Estes assassinos contratados, têm seus contratos terminados quando mantam a si mesmos, quando mandados do futuro.

 

Este retorno é o limite de vida, depois de “demitidos”, se sabe que se viverá por 30 anos, uma redenção só que ao contrária, uma prisão puniria por este tempo, mas a o tempo passa a ser a escravidão de cada um deles. O dinheiro acumulado no presente, será gasto com farras, drogas, mas com uma certeza, a data fatal, não haverá escapatória, o dilema é forte, não há dúvida, apenas a certeza da volta e o fim. A trama gira nas possibilidades de se quebrar este paradigma, uma trama bem elaborada, complexa e bem filmada.

 

Além de Bruce Wills, os ótimos Joseph Gordon-Levitt ( Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) e Emily Blunt (O Diabo Veste Prada), estão no centro da trama, com direção e roteiro de Rian Johnson. Uma ótima diversão, uma visão futurista bem próxima do presente, já mostrada nos filmes Batman e na série Bourne, que parece tomar conta dos estúdios, a perda de crença no Estado, uma perspectiva sombria.

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