Da Estranheza

Imagem do blog Folheto Nanquim

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Hoje acordei falando( escrevendo) pelos cotovelos, dando bom dia a cavalo, reflexo de pouco escrever durante o fim de semana, parece que a atividade de pensar/escrever virou um combustível vital para minha existência, em particular, quando tenho diante de mim um dia TENSO, mais tarde minha pequena passará por mais um exame de líquor, o que definitivamente acaba comigo, parece que tudo na vida perde sentido.

 

Então vir aqui, desabafar/desafogar, me alivia um pouco, mantém minha cabeça a ocupada, pensando em outras coisas, ou, neste caso, contando a vocês as minhas mais profundas aflições e medo, entender heroicamente como uma criança, quase mulher, suporta aquela violência e tem dignidade de ir em frente, ainda sorrindo para todos nós. Ok, me chamem de apaixonado, porque sou mesmo, minha filha transforma dor em doce poesia, eu apenas escrevo, descrevo o que dela emana e me toca com ardor.

 

Meu processo interno é intenso, as ideias afloram, os dedos correm o teclado, talvez, se tivesse um megafone – gritaria – ou falaria sem parar, poria para fora as dores e amarguras, mas não sou dado apenas a lamento, disto podemos fazer algo melhor, mais produtivo, como dialogar sobre doenças, força, fé, esperança, amor.  Ouvindo um violão e palavras em turco de um som estranho e belo, árabe-flameco dos gêmeos : Öykü & Berk Gürman. Assim vamos acalmando e refletindo sobre tudo que vivemos.

 

A lógica de pensar acaba prejudicada pelo confronto de sentimentos densos e doloridos, sabotam a razão, a certeza, o cartesiano que domina meu cérebro. Buscar novas barreiras entre lógica e metafísica, viajar em desordem, quase caos mental, sair e voltar, recolher novas ideias, discutir e escrever sobre este processo, nem sempre é fácil, desafia as letras e o senso comum, é viagem lisérgica sem uso de entorpecentes, parece isto, é isto. Compreender uma língua estranha ou os acordes e poesia dela emanada.

 

Fechemos, ou não, algum raciocínio, ousemos, ouçamos juntos, saíamos mais fortes e felizes.

 

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arnobiorocha

Nascido no Ceará e cidadão do Mundo, moro em São Paulo,minha cidade da alma é Kyoto e do coração são duas:São Paulo e Tókio. Autor do Livro "Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded"

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1 Response

  1. Boa sorte e que tudo corra muitíssimo bem!
    Estamos todos na torcida para a plena, total e rápida recuperação da sua princesa!
    Força a toda a família!

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