Crise 2.0: Caminhos para França

 

Foto - Agência EFE

 

A analise proposta no Crise 2.0, é o resgate da forma clássica da Economia Política, mecanicamente separadas, para que escondesse a real força quando lidas jutas. As lições de Marx dão um panorama de como se deve analisar o mundo, tendo na economia o seu fundamento principal e estrutural da sociedade. A junção com o elemento superestrutual, Política, dava o fecho para melhor embasar as táticas e estratégias da ruptura social.  Muito se perder com o abandono do método de ler o mundo e as coisas. Voltamos, aqui, a tentar percorrer este caminho.

 

Estamos a apenas 4 dias do segundo turno da mais importante eleição europeia dos últimos anos, o destino não apenas da França, mas de toda União Europeia, mais ainda da Zona do Euro. Especificamente sobre o atual Presidente francês, Nicolas Sakozy, tenho pelo menos uns 30 artigos como centro ou, não por coincidência, ao lado da Chanceler Merkel.  Sua destacada participação e intervenção na crise é algo que não passará desapercebido, apenas para ilustrar, alguns destes posts:

 

  1. Crise 2.0: “refundar” a Europa
  2. Crise 2.0: A ruptura do Bloco Europeu
  3. Crise 2.0: Os Sátrapas
  4. Crise 2.0: Europa sob jugo alemão
  5. Crise 2.0: Sarko, a França apequenada
  6. Crise 2.0: França

 

Talvez, a minha melhor caracterização sobre o protagonismo de Sarkozy esteja sintetizado aqui:

“Merkel impõe todos os seus desejos na UE, BCE e no FMI, usa Sarko como um serviçal, mais próximo do que os outros, dando-lhe alguma importância. As decisões secundárias ela deixa que ele tome, infla seu ego, mas questões centrais são tomadas de forma impiedosa. Os Sátrapas (Monti, PapaDEMos, Rajoy e outros) primeiro falam com Sarko, como se fosse um sacerdote pitonista, ele consulta o Oráculo(Merkel) e lhes traduz as ordens aos serviçais”.

 

Sarkozy, com seu desejo de poder ilimitado, praticamente desconstruiu a estrutura de poder na França: Presidente cuida das questões o Estado e Primeiro ministro das questões de Governo, duvido que alguém lembre do nome do Primeiro ministro da França? François Fillon, é seu nome. Sarkozy tomou para si todo o poder, ele fala de tudo internamente  externamente, o que parecia um mérito, agora numa crise extrema, ele tem um ônus a mais.  Conseguiu aparecer no cenário externo, mas sempre secundário em relação à Merkel, jamais emplacou proposta própria, só se sobressaía quando batia nos outros, executando o trabalho sujo dos desejos da Chanceler Alemã.

 

Este atrelamento do destino da França à economia alemã, revelou-se, agora, uma grave problema, não apenas para França, mas para própria Alemanha. Em caso de derrota de Sarkozy, se abre uma divergência clara entre as duas principais economia da Zona do Euro. Mesmo que socialista François Hollande não represente uma ruptura clara aos planos da UE, o tipo de parceria, submissão, não será a mesma. A força alemã era imposta, via de regra, com a conivência e execução das ordens por Sarkozy. Haverá um deslocamento, por força, não só de identidade política (Direita/Esquerda), mas porque o eleitor francês não concorda com os rumos dados pelo atual Presidente.

 

O debate de ontem entre François Hollande e Nicolas Sarkozy era a última oportunidade que o Presidente tinha de tentar reverter a vantagem do candidato Socialista, que varia de 6 a 10 pontos. É a primeira vez que um Presidente perde em primeiro turno e está em desvantagem no segundo, refletindo bem o estado de ânimo do eleitor francês. Hollande foi ao ataque direto, se expôs, como não fizera no primeiro turno: “Ele disse que Sarkozy divide o povo francês e usa a crise econômica global como desculpa para ter descumprido as promessas que levaram à sua primeira eleição, cinco anos atrás. “Com o senhor é muito simples: nunca é sua culpa”, disse ele”.(Reuters) Ainda chamou Sarkozy de “Presidente Fracassado”.

 

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